A ilusão de que conceder privilégios é o que gera desenvolvimento

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Desde o início dos anos 2000, o setor automotivo tem tido dificuldade em competir com a produção de países como China, Coreia do Sul e de alguns países europeus. O problema se agravou quando o Brasil passou pela maior crise da história, em 2014.

Em reação a essa dificuldade, o governo brasileiro buscou dar atenção especial ao setor e criou o Inovar-Auto. A sigla significa “Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores”. Um nome novo para uma prática velha: um programa para dar incentivo à indústria nacional. No caso do Inovar-Auto, o programa introduziu uma redução de até 30 pontos percentuais sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para empresas que produzem veículos no país.

O pedido veio das montadoras, que queriam se tornar mais competitivas. Segundo associações do setor, o incentivo é necessário para proteger “temporariamente” a indústria nacional para que ela se fortaleça e possa competir condições de igualdade. Somando-se todos os benefícios tributários, a Instituição Fiscal Independente (IFI) calculou que, de 2006 a 2018, o setor automotivo recebeu um total de R$ 28 bilhões em renúncias fiscais.

 

Confira este artigo, na íntegra, na Gazeta do Povo.

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