Boas medidas quebram empresas. Que bom!

Nos meus valores para uma sociedade mais próspera está a defesa incondicional do capitalismo. Em sua mais pura forma: da livre concorrência. E, nesta forma, empresas vão à falência e outras mais inovadoras surgem.

Dias atrás, Henrique Meirelles anunciou um pacote de medidas para incentivar a economia. Uma delas é reduzir o prazo em que os lojistas recebem o dinheiro de uma transação em cartão de crédito. Hoje é 30 dias; o governo quer baixar para dois.

Aí veio o Nubank. Aquela startup querida do cartão roxo. E em menos de 24 horas foram para o ataque ao dizer que eles iriam à falência com esta medida. Como o Nubank é o queridinho do momento, muitos saíram em sua defesa. Eu mesmo, defensor da iniciativa privada, já estava tomando as dores. Como ousam mexer com o Nubank? Afinal, esta medida levaria o Nubank à falência, elevaria os juros e deixaria o setor de cartões ainda mais concentrado na mão dos grandes bancos.

 

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Sobre Leonardo Siqueira 53 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.