Heróis à força: quando voltaremos a ser competitivos?

O clichê é surrado, mas verdadeiro: empreendedor, no Brasil, é de fato um herói.

Da porteira para dentro, empreendedores têm de lidar com uma enorme burocracia. Demora-se em média 83 dias para abrir uma empresa no Brasil enquanto nossos quase vizinhos chilenos demoram apenas três. No entanto, se abrir o próprio negócio já é uma tortura, ao tocá-lo no dia a dia percebe-se que aquele foi apenas o primeiro obstáculo. Empreendedores brasileiros levam em média 2,6 mil horas por ano só preenchendo a papelada. Os bolivianos, em segundo lugar, levam menos da metade do tempo: 1.025 horas. Da porteira para fora os desafios não são menores. Sai mais de três vezes mais caro transportar um contêiner de São Paulo até Brasília (US$ 240) do que fazê-lo chegar à China (US$ 75)!

Esses entraves à produção de riqueza resumem bem a nossa situação: não somos competitivos. Mais do que isso: perdemos terreno a cada ano. O Fórum Econômico Mundial divulga anualmente o Índice de Competitividade Global, relatório que avalia 138 países em fatores como instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico etc. Nos últimos quatro anos o Brasil despencou: foi da 48.ª posição em 2012 à 57.ª em 2014, até atingir a atual e vergonhosa 81.ª posição. Mas de que importa essa tal competitividade?

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Leonardo de Siqueira Lima e Marcel van Hattem

Devido a um acordo com o Jornal Gazeta do Povo, periódico de maior circulação no estado do Paraná, o Terraço Econômico publica apenas um trecho do artigo, que pode ser lido na íntegra por meio do link: https://goo.gl/aFwJb4

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Sobre Leonardo Siqueira 56 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.