Manifesto do Partido Radical de Extremo Centro

Nós do Partido Radical de Extremo Centro, tornamos público nosso sentimento de preocupação com o encaminhamento da corrida eleitoral de 2018.

A polarização que se desenha é reflexo de um sentimento raivoso e irracional da população. Ambos os resultados esperados são perigosos, de um lado um partido chafurdando de lama e corrupção, do outro um partido extremista e sem experiência.

O atual momento político brasileiro, vivemos a ideia dos extremos. Ou somos daqueles que culpam os milionários pela desigualdade social no país, ou, somos aqueles que criticam o tamanho do Estado. Em outras palavras, ou você é um partidário de esquerda ou você é um partidário de direita.

A discussão política brasileira está se tornando um jogo de emoções, ao invés de enxergá-la com racionalidade e consciência. Não há mais reflexões sobre o que está dando certo e o que está dando errado. O jogo do poder não permite mais brechas para reconhecimento de falhas dos governantes, que buscam justificativas e sempre imputam culpa em terceiros, eximindo-se da solução e não aprendendo com o erro. O Brasil não possui mais tempo para barbeiragens de qualquer espécie.

Nós radicais de extremo centro, geralmente somo acusados pela esquerda de burgueses enrustidos, enquanto pelos direitistas somos acusados de comunistas lights, possuímos papel vital no espectro político amorfo da centro-esquerda / centro-direita, mesmo sabendo que a nossa real posição é centro do centro.


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Somos um partido que defende o capitalismo, mas sem deixar de se preocupar com o ambiente social. Em nossa visão, devemos lutar contra os extremismos e as minorias barulhentas.

Podem nos acusar de aproveitadores, de ficar “em cima do muro” ou “de que não sabem o que querem”, mas o pensamento de centro não pode ser deixado de lado.

O equilíbrio é essencial, a marcha da insensatez nos empurra para o salto no escuro, precisamos resgatar nossa razão e o apelo à pacificação. Reformas, sim! Estabilidade, sim! Crescimento, sim! Polarização e ódio, não!

A decisão dessas eleições e do futuro do nosso país não pode ser pautada pelo “menos pior” ou no “mais rejeitado”, e sim no mais preparado e que seja um líder para unir a nação em torno de um bem comum, caso contrário as bases para um novo vôo de galinha estão postas.

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Sobre Pedro Lula Mota 55 Artigos
Mestrando em Macroeconomia pela FGV-SP, é economista pela UNICAMP como passagem pela Universidade do Porto - Portugal. Admirador da arte da fotografia, principalmente de lugares extremos e excêntricos.