O Poder Corrosivo das Taxas no seu Investimento

Já passa das duas da manhã, você está com fome e vai até a geladeira e descobre que não tem nada para resolver o seu problema, então decide pegar seu smartphone e com poucos toques sobre a tela você pede uma deliciosa pizza. Ainda nos exemplos que envolvem a madrugada: são duas da manhã, você está em uma festa e bebeu algumas cervejas, então decide chamar um Uber para retornar tranquilamente para sua casa.

Com o avanço da tecnologia, a nossa vida se torna cada dia mais prática. Antes, pedir uma pizza ou um táxi envolvia discar alguns números no seu telefone e há 15 anos até mesmo ir a um antiquado orelhão com um cartão telefônico. Portanto, se a tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas, por que insistimos em métodos antiquados em outras esferas da vida cotidiana, como nos serviços oferecidos pelos bancos?

Bancos são custosos e ineficientes para seus clientes. Do cliente universitário ao de alta renda, desafio algum leitor a dizer que nunca teve problemas com seu banco e que sente prazer em ir até uma agência bancária.

Apesar da tecnologia também ter avançado (e muito) nos serviços bancários, a exemplo do Internet Banking, caixas eletrônicos e até mesmo em algumas modalidades de contas que podem ser abertas diretamente pela internet, os bancos ainda não são digitais por completo. Pois são como grandes transatlânticos que lentamente vão mudando de direção, enquanto barcos menores podem ser mais rápidos e eficientes.
Assim, um dos principais serviços oferecidos pelos grandes bancos brasileiros que ainda não entrou no Século XXI é o dos investimentos, ou da gestão do investimentos de seus clientes.

Normalmente você é inundado de propagandas e incentivos para investir em diversos produtos, seja um CDB, um título de capitalização, LCI, previdência ou fundo de investimentos alavancados, mas sempre com aquele pé atrás de estar sendo enganado de alguma forma. E na maioria das vezes está.

Ainda assim, se você já consegue investir seu dinheiro em fundos de investimentos com poucos cliques, não é uma operação totalmente funcional e transparente. Normalmente bancos são especialistas em embutir taxas e custos e repassá-los aos investidores, o que acaba por corroer seu retorno de longo prazo, aumentando a lucratividade dos bancos e gerando um desincentivo a inovar por parte deles.

Para trazermos para o mundo prático, vamos colocar em números nossos argumentos: Se você tivesse investido R$ 1.000,00 em 1996 apenas na taxa de renda fixa CDI, em 20 anos às taxas de administração cobradas, o resultado seria:

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Percebe o poder de corrosão das taxas de administração no longo prazo? E pasmem, existe um grande volume de dinheiro investido em fundos com taxas maiores de 3%, incentivados tanto pelo interesse dos bancos, quanto pela desinformação dos investidores.

Mas calma, novamente a tecnologia vem para revolucionar e tornar as relações entre investidor-gestor mais equilibradas e baratas.

Estamos falando do conceito de carteiras inteligentes, que foram desenvolvidas em especial para que o investidor médio, com menos acesso a produtos de investimentos arrojados e com menos tempo de ficar destrinchando a sopa de letrinhas dos investimentos possa assim investir com segurança, tranquilidade e garantir seus ganhos de longo prazo. Toda essa onda tem origem nas Fintechs, empresas que unem o melhor do mundo da alta tecnologia e dos investimentos. E como alguns algoritmos podem substituir pessoas, um insumo bastante caro, o custo para o cliente é menor do aqueles encontrados em veículos tradicionais de investimentos.

Carteiras inteligentes são completamente automatizadas, nas quais perguntas simples ao usuário que traçam seu perfil de risco determinam qual a melhor combinação de investimentos para aquela pessoa, tudo isso baseado na mais moderna teoria financeira da alocação de portfolio. Se ela tem maior propensão a risco e deseja obter maiores retornos, por que não um pouco de índices de ações? Pensando em longo prazo e em manter seu patrimônio valorizado, fugindo do apelo “curtoprazista” patrocinado pelos bancos?

Se o investidor for mais idoso e conservador, uma combinação de diferentes títulos públicos tende ser o ideal. E se ele tiver interesse em estar exposto a ações norte-americanas?

Todas essas possibilidades podem ser facilmente desenhadas quando o conceito de carteiras inteligentes é introduzido. Uma vez que o algoritmo decide o que comprar, ele compra e administra essa combinação de ativos, sem aquele papel do gerente do banco tentando te empurrar o “melhor produto” ou “o produto do momento”. Gente custa dinheiro, menos gente no processo e mais automação significa menores taxas ao investidor. Lembrando que o algoritmo não faz tudo isso porque ele acha “legal”, ele “pensa” levando em consideração décadas de desenvolvimento teórico da economia financeira. No final existe uma justificativa matemática/estatística que guia a alocação do algoritmo.

No gráfico acima fica evidente de que quando este método é adotado as taxas são reduzidas, e assim os ganhos para o investidor se materializam. A linha Verde é uma simulação usando a taxa cobrada por uma Fintech, no caso, a Vérios, uma empresa de gestão de recursos focada em carteiras inteligentes, cuja taxa máxima cobrada é de 0,95%a.a.

Ela é a primeira empresa a trazer para o Brasil o sistema completamente automático que foi citado, e olha só, a taxa deles é menor do que os "comuns" 2% a.a cobrados pelos bancos. Um serviço inteligente, e o melhor, além de oferecerem o serviço da inteligência e otimização das carteiras de acordo com cada perfil de risco, o robô criado por eles (o “Ueslei”) ainda fica responsável por rebalancear sua carteira ao longo do tempo ao passo que os ativos vão se valorizando. Sim, pois é sabido que os investidores não possuem a disciplina perfeita para ajustar suas posições de tempos em tempos. Em outras palavras, o Ueslei escolhe, baseado no seu perfil, quais ativos comprar (ações americanas, títulos do Tesouro Nacional, e outros) para montar sua primeira carteira, que ao longo do tempo vai sendo rebalanceada de acordo com o seu perfil. Rebalancear significa manter a carteira sempre equilibrada, seguindo a alocação que foi calculada com a melhor relação entre risco e retorno. Isso pode ser feito trocando alguns ativos por outros e até mesmo comprar mais ativos com o que foi ganho com as primeiras aplicações. Quando você faz um novo aporte, ele também é investido de maneira a rebalancear sua carteira.

Então, a partir de equipe enxuta e eficiente, munida de um alto conhecimento em tecnologia/programação e instrumentos de investimentos, como títulos públicos em suas diversas variações [1] e também investindo em ETFs, que é a categoria de fundos de investimentos passivos que mais cresce em todo o mundo -  e no Brasil é cada vez mais presente [2], a Verios consegue entregar pro cliente um produto personalizado, bem balanceado de acordo com o perfil de cada um e ainda cuida da administração desse investimento no longo prazo.

E o melhor de tudo é o processo ser feito online, direto do seu smartphone (basta usar o simulador de investimento deles) – sem filas, sem senhas de espera, sem desculpas esfarrapadas de gerentes e sem aquela porta giratória! Que venha o futuro e a transparência.

Conheça mais sobre a Vérios

[1] https://verios.com.br/blog/titulos-publicos-o-que-sao-e-como-funcionam/

[2] http://terracoeconomico.com.br/fundos-de-investimento-em-indices-o-futuro-do-mercado-financeiro

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Sobre Victor Candido 47 Artigos
Mestrando em economia pela gloriosa Universidade de Brasília (UnB). Já pesquisou nos campos de economia ecológica, história econômica e política monetária, tem artigos publicados na Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, UOL e revista de Economia da Faap. Atualmente é pesquisador assistente do CPDOC (O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil) da FGV-RJ. Já trabalhou no mercado financeiro na área de operações e pesquisa macroeconômica. Graduou-se em economia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG).

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