Paulistanos e cariocas são os que mais trabalham para pagar passagem de ônibus

Artigo publicado no site G1 em 17/06/2013 sobre as tarifas do transporte público no Brasil.

Os moradores de São Paulo e do Rio de Janeiro são os que mais precisam trabalhar para pagar as passagens de ônibus municipais entre uma lista de 12 cidades, aponta estudo realizado pelo professor Samy Dana, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e pelo economista Leonardo Siqueira de Lima, divulgado nesta segunda-feira (17).

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De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo", os paulistanos têm que trabalhar quase 14 minutos para pagar uma passagem, e os cariocas, 13 minutos. Na outra ponta está Buenos Aires, onde os portenhos trabalham 1,44 minuto para pagar a passagem.

As cidades analisadas foram Buenos Aires, Pequim, Ottawa, Paris, Nova York, Madri, Tóquio, Santiago, Lisboa e Londres, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

"Pegamos os preços das passagens nos sites das próprias cidades. Para o cálculo do dólar, usamos a cotação do dia 13 de junho do Banco Central", explicou Samy Dana ao G1. "Os salários médios foram baseados nos do Banco Mundial'", disse.

Levando em consideração apenas o preço da passagem, contudo, sem a ponderação pelas horas trabalhadas, São Paulo e Rio de Janeiro ficam, respectivamente, na oitava e nona posição da lista. Nesse caso, por exemplo, Londres está em primeiro lugar, seguida de Tóquio e Ottawa.

"No entanto, esse tipo de análise é muito superficial, pois não considera o salário médio, ou seja, um dólar em um país ser mais fácil de ganhar do que em outro. Para se fazer uma análise realista, resolvemos mostrar o preço das passagens em número de minutos trabalhados considerando portanto a renda média e número de horas trabalhadas em cada cidade", diz o estudo.

 “A passagem de ônibus representa uma parcela muito maior do salário para o brasileiro do que para o inglês. No final das contas, sobra menos renda para o brasileiro gastar com lazer, por exemplo”, disse o economista Leonardo Siqueira de Lima a Veja.

Como diria os ex-prefeito de Bogotá, Henrique Peñalosa, “a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público. Aqui, pelo jeito, estamos indo o caminho oposto...

 Leonardo de Siqueira Lima e Samy Dana
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Sobre Leonardo Siqueira 61 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.

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