Por onde o Brasil andou? Para onde o Brasil vai?

É extremamente comum as pessoas enxergarem qualquer relação econômica como um jogo de soma zero. Se alguém está ganhando, alguém deve estar perdendo. O mundo dos esportes nos ensinou a pensar assim. Mas, definitivamente, o mundo do comércio internacional não é como o dos esportes. E esse é o maior desafio: mostrar que o comércio internacional não é um jogo de soma zero, pois bons acordos comerciais terminam por deixar melhores ambas as partes envolvidas.

Por que alguns países são mais ricos que outros? Essa talvez seja a pergunta mais antiga em economia. Entre diversas explicações, uma delas é: “acessibilidade ao comércio internacional”. O pesquisador do MIT Daron Acemoglu defende que nações como Inglaterra e Holanda tiveram um crescimento acima da média (principalmente) por dois motivos: serem economias integradas ao comércio internacional e terem boas instituições. Nações como Portugal e Espanha, embora tivessem acesso ao comércio internacional, tinham instituições absolutistas que não possibilitavam tirar proveito desse comércio. Já países como Itália tinham boas instituições, mas não possuíam acessibilidade ao comércio.

Mas qual é o motivo por trás do crescimento desses países? De maneira resumida, uma economia altamente integrada acaba por se especializar na vantagem competitiva do país. Essa especialização em uma área se traduz em ganhos de escala e maior eficiência. Ao mesmo tempo, o acesso a produtos do resto do mundo a preços mais acessíveis aumenta a competitividade dos setores. Em última instância, isso significa mais crescimento, maior renda e mais empregos.

Mas e o Brasil? Quando o assunto é comércio exterior, por onde andamos nos últimos anos? Independente de ideologias ou de boas intenções, é evidente que o Brasil não teve êxito ao se integrar ao comércio mundial. O país era responsável por 1,4% de todo o comércio internacional em 2011, e passou a deter apenas 1% em 2016. Não é exagero dizer que estamos perdendo lugar no mundo.

—————->>> Continue lendo aqui <<<————————

Leonardo é economista e editor do Terraço Econômico

Devido a um acordo com o Jornal Gazeta do Povo, periódico de maior circulação no estado do Paraná, o Terraço Econômico publica apenas um trecho do artigo, que pode ser lido na íntegra por meio do link: https://goo.gl/yCRvgd

Comentários

Sobre Leonardo Siqueira 54 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.