Salário mínimo – quanto maior, melhor?

Artigo publicado em 23/04/2016, no jornal Gazeta do Povo, na parte "Opinião"

O salário mínimo brasileiro em 2017 deve chegar a R$ 946, segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado em 15 de abril pelo governo ao Congresso Nacional. Por proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1.º de janeiro. Em 2018, segundo a LDO o salário mínimo passará para R$ 1.002, e para R$ 1.067 em 2019.

O aumento constante do salário mínimo tem sido uma das propostas populares para reduzir a desigualdade social, ao elevar os salários mais baixos praticados no mercado. Um aumento real do salário mínimo beneficiaria alguns trabalhadores e tem o apelo de maior equidade. Se o aumento do salário mínimo reduz a desigualdade, por essa lógica é de se supor que quanto maior, melhor. Ou seja, salários mínimos maiores reduziriam a distância entre os mais ricos e os mais pobres de um país. Verdade?

Nos Estados Unidos, o salário mínimo federal aumentou pela última vez em 2009, para US$ 7,25 por hora. Desde então, 23 estados aumentaram o seu salário mínimo acima do piso federal. Cidades como Seattle, San Francisco e Los Angeles, por exemplo, estabeleceram um salário mínimo em torno de US$ 15 por hora, o dobro da média nacional. Na Inglaterra, o salário mínimo aumentou 7% – de 6,7 libras para 7,2 libras desde 1.º de abril.

Assim, a lógica popular nos sugere que quanto maior o salário mínimo, melhor para a população. A verdade, no entanto, é outra. Para aqueles que vão passar a receber esse salário, sim! Mas há muitos outros que vão sair prejudicados com isso – em geral, os mais pobres.

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leo

 

 

 

Devido a um acordo com o Jornal Gazeta do Povo, periódico de maior circulação no estado do Paraná, o Terraço Econômico publica apenas um trecho do artigo, que pode ser lido na íntegra por meio do link: http://goo.gl/4JCmjx

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Sobre Leonardo Siqueira 56 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.

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