Trocando fluxos de caixa para economizar os juros

Não façam isso em casa, amiguinhos. Mas a criatividade merece ser citada...

Recentemente viralizou nas redes a imagem abaixo, que trata de um meio de economizar, em uma dívida do cartão de crédito, a despesa com juros:

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Seria isso uma pegadinha? Por incrível que pareça, não! Trata-se apenas de um meio de trocar o fluxo de caixa do cartão de crédito (com juros altos) pelo fluxo de caixa do MercadoPago (com juros substancialmente menores).

Veja, na prática, o que acontece com uma dívida de R$1000,00:

 - Mantendo-a no cartão de crédito, num cenário de não pagamento da fatura total (o que implica nos juros de 480% ao ano sinalizados), você terá um montante a pagar ao final de doze meses de R$5800,00 – em que R$4800,00 são apenas juros, enquanto a dívida real segue sendo de R$1000,00;

 - Fazendo a troca sugerida pelo Bernardo: 2,92% ao mês são 41,2528% ao ano de juros – o que significa que, nas mesmas condições descritas acima, ao final do ano você teria uma dívida total de R$1412,53.

A diferença é enorme: o montante a pagar reduz-se em impressionantes 91,41% com a troca de fluxo de caixa.

É claro que a melhor ideia sempre é não precisar depender de crédito, principalmente devido aos altos juros existentes no país. Mas a ideia do internauta realmente faz sentido para aplicação prática! Mas, convenhamos: a prática é legal do ponto de vista ético? Isso fica para um outro momento...

            Caio Augusto – Editor Terraço Econômico

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Sobre Caio Augusto 31 Artigos
Formado em Economia Empresarial e Controladoria pela Universidade de São Paulo (na maravilhosa FEA-RP), é apaixonado por discutir economia/política e acredita que é possível discorrer sobre tais assuntos de maneira descontraída - o que talvez tenha origem em sua vontade, desde os 12 anos de idade, de ser economista e de pesquisar sobre assuntos afins assiduamente desde a crise econômica mundial de 2008. Durante a graduação participou de um projeto de pesquisa da faculdade que levantou a historiografia econômica do BNDES - por meio de artigos, dissertações, teses, livros e outros - quando este completou 60 anos (em 2012). Querendo ir mais a fundo no tema, realizou uma iniciação científica - e também o trabalho de conclusão de curso - sobre a relação do Banco e o setor de telecomunicações brasileiro. Atualmente trabalha como gestor financeiro em uma empresa de pequeno porte do interior de São Paulo e, estando em um período de acumular reservas para efetuar projetos futuros - não só familiares e de negócios como também possivelmente um mestrado e certamente uma pós-graduação e/ou MBA - escreve para o Terraço Econômico e atualiza sempre que possível seu blog pessoal, o Questão de Incentivos. Sonha em deixar algum legado para a discussão econômica e adora o campo das políticas públicas.