UBER e Capitalismo: o livre-mercado na prática

A briga entre taxistas e motoristas do Uber se estende há meses

Primeiro, o Uber possibilitou um monte de gente que tava desempregada a arrumar um emprego. Em apenas 2 dias, a documentação estava pronta para alguém virar motorista. Em um táxi, a licença demora meses ou anos (se saísse).

Ou seja, com algum dinheiro para comprar um carro e tempo, você podia virar o seu próprio patrão da noite pro dia e receber em média 200 - 300 reais por dia.

Ainda assim, muitos não tinham dinheiro para comprar um carro e, mesmo que quisessem, não podiam ir para o Uber e, portanto, ficavam fora desse mercado.

Aí entraram os capitalistas egoístas que tinham o dinheiro mas não tinham tempo para virar motoristas. Eles começaram a comprar os carros e alugá-los para esses motoristas. Os motoristas do Uber pagavam em torno de 150 reais ao dia, e como ganhavam em média R$ 300, ficavam com R$ 150 de lucro. Havia capitalistas com 10 carros já e vivendo apenas da renda desses aluguéis.

Agora, aqueles que tinham tempo, nem precisavam mais de dinheiro para comprar um carro, pois podiam alugar daqueles que tinham dinheiro mas não tinham tempo.

As grandes locadoras viram uma oportunidade nisso e passaram a oferecer os carros delas em planos exclusivos pro Uber. Mas não mais a R$ 150 reais. Como elas possuem escala, o preço é aproximadamente R$ 50 reais para planos mensais. Com esse custo menor, isso passa a aumentar o lucro do motorista, atraindo cada vez mais motoristas. Além do que é muito mais seguro alugar de uma grande locadora do que de uma pessoa física.

Resultado de tudo isso chamado livre mercado.
1) Alguém desempregado pode virar seu próprio patrão, ganhar em média R$ 5 mil ao mês, sem precisar investir um real.
2) Com isso a oferta de mão de obra aumenta, e o preço final do Uber cai, beneficiando os seus usuários.
3) Ou os táxis se adequam ou serão varridos pela destruição criadora.

Mais empregos + melhores serviços + produtos mais baratos. Como não amar esse capitalismo?

Dilma disse que Uber destruía empregos. Só isso já dava um impeachment.

leo

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Sobre Leonardo Siqueira 56 Artigos
Exilado em Barcelona - Espanha Saído das camadas baixas da população brasileira, com muito esforço (e uma dívida imensa) conseguiu se formar na tão sonhada Escola de Economia de São Paulo da FGV. Não satisfeito com sua dívida da FGV resolveu fazer mais uma para cursar o Mestrado em Economia na Barcelona Graduate School of Economics, e fez o maior crowdfunding de educação da história do país. Nos tempos vagos tem o estranho hábito de assistir discursos de políticos como Collor, Barack Obama, John Kennedy e também do pastor Silas Malafaia, pois segundo ele, “esses caras vendem areia na praia”. O máximo que conseguiu com essas técnicas de persuasão, entretanto, foi uma cobertura extra no McDonald's. No ensino médio foi monitor de matemática e entrou pra história como primeiro monitor a ficar de “recuperação” com o restante da sala, mostrando desde cedo seu espírito de equipe. Tirando esses percalços da vida, possui diversos artigos nos principais veículos como: Valor Econômico, Folha de São Paulo, G1, UOL etc.

2 Comentário

    • O Uber vai diminuir a tarifa devido a queda dos custos de operação marginal e os motoristas querem restrições de novos motoristas.
      Alguns motoristas não entendem como reduzir os custos operacionais e serão punidos pela sua desatualização e síndrome de taxista.

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