Evolução da dívida pública brasileira desde 1978

Economia em Pílula – uma dose de economia no seu dia | por Arthur Solow

Muita gente fala que a dívida pública brasileira está em patamar bem menor comparativamente a outros países, como os EUA e o Japão, por exemplo. Isso é verdade. Basta mencionar que muitos países europeus, os EUA e o Japão tem uma dívida superior que o próprio PIB (ou seja, uma relação superior a 100%.). A nossa, segundo a última informação disponível pelo Banco Central, em maio/16, é de 73%.

Contudo, como já falamos várias vezes por aqui [1], a trajetória ou evolução da dívida é muito mais importante que o estoque ou o número absoluto. Para avaliar esse indicador, vamos analisar a evolução da dívida pública desde 1978, com os respectivos presidentes do período.


Evolução da Dívida Pública (% PIB) - BrasilFonte dos Dados: FMI ajust./BCB/FMI. Link para os dados: https://goo.gl/oLtsL6, http://goo.gl/J9LpNR, http://goo.gl/kcrtWR.



Em relatório neste ano, o FMI projetou [2] que, em 2021, a dívida pública em percentual do PIB pode chegar a 92%. Notem, portanto, que seria o segundo valor mais alto da série, só ‘perdendo’ para 1989, quando houve uma maxidesvalorização da moeda nacional.

E o ajuste fiscal vai sendo adiado... adiado... adiado.

Mas não se preocupe: a conta irá chegar (e com juros).

arthur-assin

Notas

[1] Ver este, por exemplo: http://goo.gl/CuyJzO

[2] http://goo.gl/NIa7nJ

Comentários

Sobre Arthur Solow 51 Artigos
Economista nato da Escola de Economia de São Paulo da FGV. Parente distante - diz ele - do prêmio Nobel de Economia Robert Solow, que, segundo rumores, utilizava um nome artístico haja vista a complexidade do sobrenome. Atualmente trabalha em uma empresa de consultoria para MPEs e possui experiência anterior de dois anos no mercado financeiro, em uma gestora de fundos de investimento. Possui artigos publicados na revista Agroanalysis, da FGV, direcionada a assuntos relacionados ao agronegócio brasileiro. Autor do extinto blog Política & Economia Brasil, incorporado ao Terraço Econômico, que ofereceu uma oferta significamente melhor que a do Facebook.

8 Comentário

  1. Artur: não estou muito convencido com esta série de dívida. Há uma queda abrupta em 1994 e a dívida do período Geisel me parece baixa demais.

    Como você construiu a série? Seria interessante que você explicitasse a metodologia que usou, assim como a definição dos dados (o período mais recente parece se referir à dívida bruta; o mesmo vale par ao período pré-2007?)

    Abs

    Alex

    • Oi Alexandre, Arthur te respondendo aqui.
      Foram mescladas duas séries de dados: a do FMI ( o link está abaixo do gráfico) e a do Banco Central. Observou-se que a série do BCB era 3 p.p. menor que a do FMI, e foi feito esse ajuste para a série do FMI. Para 2016 e 2017, peguei o número direto do Relatório do FMI.
      Mas concordo contigo. Talvez fosse necessário um rigor maior ao mesclar as duas séries de dados. Contudo, foi a maneira que achei para apresentar a série longa.
      Se quiser (e ficaríamos muito honrados com isso), abrimos um espaço aqui no Terraço para você escrever sobre o tema. O que acha?
      Obrigado pelo comentário!
      Um abraço,
      Arthur

  2. A dívida pública do brasil hoje em termos de % do PIB, é equivalente ao período em que Color confiscou todo o dinheiro de quem tinha investimentos em bancos. Você acha que com o Temer, corre-se esse risco, novamente? Ultimamente o governo tem feito de tudo pra conter a inflação prejudicando os investidores e comprometendo o rendimento das aplicações, inclusive as que dependem diretamente da SELIC. A situação é a mesma? Existiria alguma alternativa que não fosse investir em bens imóveis? Dê-em a opinião de vocês.

    • Joanildo

      Eu tenho uma boa proposta. VÁ TRABALHAR E PRODUZIR ALGO DE ÚTIL PARA A SOCIEDADE AO INVÉS DE FICAR ESPECULANDO COM O DINHEIRO. PARAFRASEANDO LOBATO: "OU O PAÍS ACABA COM OS RENTISTAS OU OS RENTISTAS ACABAM COM O BRASIL".

  3. Gostaria de saber sua opinião se foi um bom negócio para o Brasil pagar a dívida externa visto que o juros que pagava era menor que aquele pago pela dívida interna.

  4. Muita gente critica eegativamente o Bolsa-Familia, como se esse programa fosse o vbode espiatorio da deterioracao das contas publicas,esquecem do Bolsa-Banco, que por meio do Sistema Financeiro da Habitacao, sobrou um divida de quinhentos bilhoes de reais, provenientes da "FABRICACAO"de saldos devedores por meio dos seguintes estratagemas:
    1-Sistema de Desamortizacao de Capital, ao inves de amortizacao, utilizaados nos cento e noventa e dois outros paises e tudo comm a complacencia dos tres poderes de nnossa Republica;
    2-Correcaoo Monetaria com indices diferentes para o saldo devedor e prestacoes
    3-Revogacao das Leis Naturais da Aritmetica Base onde o inverso de divisao eh a multiplicacao e os bancos dividem uma taxa de juros anual e exponenciam, nao ocorrendo a equivalencia da taxa de juros mensal com a anual.
    4-Aplicacao do C.E.S., Coeficiente de Equipqracao Salarial ,que denomiknei "Coeficiente de Extelionato Simplificado". Com todos esses embustes, jah a partir da primeira prestacao, ocorre a amortizacao negativ e com isso sobrou para o F.C.V.S, "fUNDO DE COMPENSACAO DAS VARIACOES SALARIAIS leia-se Tesouro Nacional pagar quinhentos Bilhoes de Reais ou seja: oito milhoes quatrocentos e quarenta mil carros ka + DA fORD Modelo 2017.

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